Reduzir fonte Letra tamanho normal Aumentar fonte
  • Mapa do Site

  • Procissão do Senhor da Misericórdia (Fogaréus)


  • Capelas Enfeitadas - Tapetes de Flores


  • Procissão dos Passos do Senhor


  • Procissão dos Passos do Senhor


  • Procissão do Senhor da Misericórdia (Fogaréus)


  • Procissão do Enterro do Senhor


  • Procissão da Ressurreição


  • Encenação Paixão de Cristo


  • Encenação Paixão de Cristo

Agenda Cultural

maio 2018
Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.
Semana Santa

Concelho de profundas tradições religiosas e de fé, é no período da Quaresma, da Semana Santa e da Páscoa que elas ganham maior relevo.
A Procissão dos Passos do Senhor é a celebração de maior imponência e dimensão. Inclui o Sermão do Encontro, na Praça da República. É, sempre, um momento de grande comoção de todos quantos assistem ao evento.
Inserida nas celebrações da Semana Santa, a Procissão do Senhor da Misericórdia (ou dos Fogaréus) realiza-se na Quinta-feira Santa. Todo o ambiente desta Procissão, conferido pelas luzes das velas e dos archotes (toda a iluminação das ruas é desligada), é muito místico e emocionante. A juntar a isto, nas janelas das casas, nas varandas e escadarias do Convento de Santa Maria da Caridade, acendem-se mais de 600 lamparinas. São, também, expostos durante a Procissão os painéis do século XVIII com cenas da paixão pertencentes à Misericórdia.

Calcula-se que seja uma tradição exclusiva do Sardoal e faz já parte da identidade deste concelho. Entre a Quinta-feira Santa e o Domingo de Páscoa grupos de moradores, várias entidades e associações colaboram na elaboração de tapetes de flores que são, depois, colocados no chão das Igrejas e Capelas da Vila (igreja da Misericórdia e Convento Santa Maria da Caridade e Capelas: Senhor dos Remédios, Sant'Ana, Santa Catarina, Nossa Senhora do Carmo, S. Sebastião e Espírito Santo). Esta tradição revela uma forte ligação entre as gerações que passaram, as atuais e as que virão.
Nos últimos anos esta tradição foi estendida a Igrejas e Capelas fora da vila, sempre com grande empenho por parte da população.

 

PDF-icon Sardoal - Semana Santa e Páscoa

 

PDF-icon Sardoal - Holy Week and Easter

 

Tapetes de Flores

 

A Semana Santa é uma das épocas mais exuberante e bonita. As Capelas e Igrejas da vila estão todas abertas e mostram os seus tapetes de flores, cuidadosamente elaborados por grupos de pessoas que, ano após ano, fazem questão de criarem tapetes à base de flores e verduras naturais com desenhos alusivos à Semana Santa e à Paixão de Cristo. As flores, na sua maioria, são apanhadas no campo. A única exceção encontra-se na Igreja Matriz. O retábulo da Capela do Sagrado Coração de Jesus é decorado com trigo germinado no escuro, ficando com uma tonalidade amarela. Decora o altar onde será adorada a hóstia consagrada. Todos os anos a decoração é a mesma.
As Igrejas são: Igreja Matriz, Igreja da Misericórdia e Igreja do Convento de Santa Maria da Caridade. As Capelas são: Capela do Espírito Santo, Capela Nossa Senhora do Carmo, Capela de Santa Catarina, Capela de Sant'Ana, Capela de São Sebastião e Capela do Senhor dos Remédios.

 

 

Procissões

 

Procissão dos Passos do Senhor

 

Duas semanas antes da Páscoa

 

Recriando os Passos do Senhor até ao Calvário, a procissão sai da Igreja Matriz com a imagem do Senhor dos Passos e percorre as ruas da vila de Sardoal, parando algumas vezes nos altares feitos em nichos das paredes e na entrada das capelas. A acompanhar um grupo de anjinhos, cada um segura um objeto relacionado com o Calvário. Nossa Senhora faz um percurso mais curto até ao Encontro, saindo da Igreja Matriz em direção ao Pelourinho, local onde se realizada o Sermão do Encontro, um momento caracterizado sempre pela comoção coletiva. Ambos seguem depois em direção ao Convento de Santa Maria da Caridade, local onde se realiza o Sermão do Calvário. Daqui apenas regressa a imagem da Virgem.

 

Procissão dos Ramos

 

Uma semana antes da Páscoa

 

De dimensão e impacto menor, esta procissão começa na Capela do Espírito Santo, onde decorre a bênção dos ramos, percorre algumas ruas da vila e segue em direção à Igreja Matriz. Representa a entrada bíblica de Jesus na cidade de Jerusalém.

 

 

Procissão do Senhor da Misericórdia (Fogaréus)

 

Quinta-feira Santa

 

A mais solene e mística, mesmo para não crentes. Grande parte da vila acompanha o escurecer do dia, sem que a iluminação pública seja acesa. Tudo fica na penumbra. As pessoas colocam lamparinas e velas nas janelas e parapeitos, enquanto a autarquia preenche as suas janelas e os muros por onde a procissão vai passar, dando um toque muito especial. Parece que recuamos séculos nessa noite.
As cerimónias têm o seu início na Igreja Matriz, onde decorre a cerimónia do Lava-pés. Depois seguem para a Igreja da Misericórdia, de onde sai a Procissão dos Fogaréus ou do Senhor da Misericórdia. No início seguem as Bandeiras da Misericórdia. O Senhor da Misericórdia, uma escultura do século XVII de Cristo Crucificado, antecede os sacerdotes. É uma cerimónia solene, acompanhada pela Filarmónica União Sardoalense, que com músicas fúnebres ajuda a criar ainda mais ambiente. Os crentes seguem em silêncio, cada um segurando a sua vela, por promessa ou simplesmente por devoção. Ao chegarem ao Convento de Santa Maria da Caridade realiza-se o Sermão do Mandato, depois regressam à Igreja da Misericórdia.

 

 

Procissão do Enterro do Senhor

 

Sexta-feira Santa

 

As cerimónias começam na Igreja Matriz de onde sai o cortejo fúnebre que percorre as ruas velhas da vila. Seguem para o Convento de Santa Maria da Caridade e regressam à Igreja Matriz já com o caixão tapado, onde se realizam as cerimónias do Enterro do Senhor. Toda a procissão é acompanhada por música fúnebre entoada pela Filarmónica União Sardoalense.

 

 

Procissão da Ressurreição

 

Domingo de Páscoa

 

A Procissão sai da Igreja Matriz acompanhada por anjinhos vestidos de cores alegres, as sacadas das janelas e varandas estão decoradas por mantas e colchas coloridas, que as pessoas preciosamente colocam ano após ano. É uma procissão mais curta, percorre apenas algumas ruas da vila e regressa à Igreja Matriz.

 

 

Semana Santa 2018

 

 

Mensagens 

 

Feliz Páscoa

 

Vivemos um período de especial importância para a Igreja Católica, consequentemente, para todos os que são crentes e que vivem momentos de reflexão, momentos de introspeção. É igualmente um momento alto para toda a comunidade Sardoalense que sente este período, independentemente das suas crenças religiosas, como um momento de partilha com todos os que nos visitam, apreciando todo o nosso património material e imaterial, fruto do legado das gerações passadas, que temos obrigação de respeitar e preservar. Também assim é com os Sardoalenses espalhados pelos diversos cantos do País, que regressam à terra para ultrapassar as saudades de familiares e amigos.

Para além da Igreja, da Santa Casa da Misericórdia e das diferentes Irmandades, não posso deixar de realçar o desempenho fundamental das nossas Associações, com especial destaque para a Filarmónica União Sardoalense (alguém imagina uma procissão sem o som da nossa Filarmónica?) e de toda a população em geral, que se envolve de forma ímpar, sentindo como seu todo este património. Refiro-me não só à “arte de bem receber” mas também à criatividade demonstrada ao longo de décadas na realização dos tapetes de flores nas diferentes Capelas e Igrejas do Concelho.
Em torno da essência de todas estas celebrações, a Fé e a Religiosidade, a Semana Santa tem um enorme potencial de desenvolvimento económico para o nosso Concelho, afirmando-se como referência na nossa região no âmbito do Turismo Religioso. Conscientes de tudo isto, a Capela de Nossa Senhora do Carmo, propriedade da Câmara Municipal, entrará brevemente em obras de requalificação. Aí será instalado o Centro de Interpretação da Semana Santa e do Património Religioso, dando oportunidade a quem nos visita, em qualquer altura do ano, de conhecer a beleza desta época. Como referência nacional, aguardamos o resultado da candidatura da Semana Santa a Património Cultural Imaterial.
Não podemos ficar por aqui, a requalificação de todo este património, pelo interesse Religioso, Cultural, Histórico e Patrimonial que tem, é da responsabilidade de todos. Deitemos “mãos à obra”!

 

António Miguel Borges
(Presidente da Câmara Municipal de Sardoal)

 


 

Revisitar os Lugares da Paixão

 

Chegados à Semana Santa, semana maior do ano para os cristãos, somos convocados a revisitar os lugares da Paixão. Os lugares por onde passamos pela vida são preenchidos de lembranças: Um bar evoca uma conversa, uma declaração de amor, ou até uma rotura. Uma casa está povoada de recordações de algum ser querido. Um lugar onde fomos felizes, ou até mesmo derrotados. Estes lugares ao longo da nossa vida vão-se convertendo em memórias vivas. Mesmo que agora se encontrem vazios, estão habitados pelas nossas memórias e esperanças. Nestes próximos três dias somos conduzidos a mergulhar nos lugares da Paixão que é para nós uma verdadeira escola, na qual aprendemos a amar como Jesus. No Cenáculo: “Ao cair da tarde sentou-se à mesa com os doze” (Mt 26, 20)

A mesa é um lugar de partilha: festa, tradições, estreitar laços. Jesus não celebra a vida de forma rotineira, coloca toda a sua vida na celebração. Expressa o que é a vida e o que pode ser também a nossa vida, se fizermos como ele faz: “Sois meus amigos…”

No horto: “Jesus foi com eles para um lugar chamado Getsemani…” (Mt 26, 36)

Lugar do medo, da solidão, da dúvida, da indecisão, da oração desesperada. No meu horto também a vida fala de uma luta terrível: Entregar- me ou não? A minha vida é um fracasso?

Faz sentido ir até ao fim? Neste horto revejo-me como ser humano, onde o tempo é pleno, mas ao mesmo tempo inseguro, onde nem tudo está clarificado. Descobrir-me assim, tremendo, faz-me sentir próximo e assim encontrar Deus, apesar de tudo, como promessa e caminho.

O Gólgota: “Quando chegaram a um lugar chamado Calvário, crucificaram-no a Ele e aos malfeitores ” (Lc 23, 33)

A montanha da cruz, do amor e das lágrimas. Este lugar carrega uma densidade de sentimentos: amor inigualável de mãe, fidelidade de um

discípulo, coragem daqueles que nunca abandonam, esperança ferida de um bom ladrão, rancor cego de um mau ladrão, reconhecimento de um centurião, indiferença de quem reparte vestes, uma morte que é consequência de uma forma de vida, de uma entrega confiada nas mãos de Deus que é misericórdia.

O Sepulcro: “Descendo-o da cruz, envolveu-o num lençol e depositou-o num sepulcro talhado na rocha…” (LC 23, 53)

Espaço de silêncio e de espera. O Lugar da fadiga e alguma rendição. De uma quietude silenciosa. Certamente no nosso pequeno mundo há muitos espaços parecidos com este, lugares onde se palpa a derrota. Mas deste sepulcro vai surgir a vida prestes a explodir, em que a palavra espera ser de novo proclamada com estrondo, é sinal de esperança para todas as realidades vencidas que esperam que se faça luz.



Padre Carlos Almeida

 

 

Capelas

 

 

Flores e verduras naturais em Igrejas e Capelas

13 a 16 de abril

Entre Quinta-feira Santa e Domingo de Páscoa, o chão das Capelas e Igrejas do Sardoal encontra-se enfeitado com tapetes feitos à base de pétalas de flores e verduras naturais. Os motivos dos desenhos, alusivos à quadra, são de rara beleza e devoção. Trata-se de uma tradição original de envolvimento popular que se julga ser única no país e que remonta a tempos muito idos. Sabe-se que no século XIX já existia, altura em que atingiu momentos de grande esplendor, confirmados pela leitura de jornais da época.

Os trabalhos nas Capelas têm lugar na noite de quarta-feira e prolongam-se pela noite fora, envolvendo cristãos e não-cristãos, agnósticos, não-praticantes, jovens e gente de todas as idades. As Capelas enfeitadas são um dos “cartazes” mais importantes das Celebrações da Semana Santa e Páscoa em Sardoal.
Nos últimos anos esta tradição foi estendida às Igrejas e Capelas fora da Vila.


Capelas e Igrejas enfeitadas na Vila

• Igreja da Misericórdia
• Igreja do Convento de Santa Maria da Caridade
• Capela de S. Sebastião
• Capela do Espírito Santo
• Capela de Nossa Senhora do Carmo
• Capela de Santa Catarina
• Capela de Sant’Ana
• Capela do Senhor dos Remédios

 

Horários de abertura:
Quinta-feira Santa (dia 29) – das 14h às 24h
Sexta-feira Santa (dia 30) – das 10h às 21h30
Sábado (dia 15) e Domingo (dia 1 de Abril) – das 10h às 19h

 

Horário da Igreja Matriz

De quinta-feira (dia 29) a sábado (dia 31) – das 15 às 19h

Domingo (dia 1) – das 15 às 17h

 

Capelas e Igrejas enfeitadas fora da Vila

 

• Antiga Igreja de São Tiago - Santiago de Montalegre (junto ao cemitério)
• Capela da Nossa Senhora da Guia - Panascos
• Capela de Mivaqueiro
• Capela de Nossa Senhora da Saúde e São Guilherme - Andreus
• Capela de Nossa Senhora das Necessidades e da Luz - Presa
• Capela de Nossa Senhora de Fátima - Entrevinhas
• Capela de Nossa Senhora de Fátima - Venda Nova
• Capela de São Bartolomeu - Valhascos
• Igreja de Nª Srª da Graça - Valhascos

• Capela do Imaculado Coração de Maria - Vale das Onegas

 

Horários de abertura: 
De Sexta-feira, 30,  sábado, 31 e Domingo, 1 | das 14h30 às 18h

 

A Autarquia de Sardoal disponibiliza transporte para a visita a estas capelas e igrejas
Partida junto ao Centro Cultural Gil Vicente:
• De sexta-feira Santa (dia 30) e sábado (dia 31) às 14h30m

 

semana santa circuito capelas

 

 

Programa Religioso

 

• Organizado pela Paróquia de Santiago e São Mateus, Santa Casa da Misericórdia e Irmandades

 

Anexo:

PDF-icon Programa Religioso

 

Programa Complementar

 

Anexo:

PDF-icon Programa Complementar

 

Transportes

 

Anexo:

PDF-iconTransportes Semana Santa e Páscoa 2018

 

Condicionantes ao trânsito

 

Anexo:

PDF-icon Edital 725/2018

 

Organização e Apoios

 

Entidades organizadoras

Câmara Municipal de Sardoal

Paróquia de São Tiago e São Mateus
Santa Casa da Misericórdia de Sardoal
Irmandade da Vera Cruz
Irmandade do Santíssimo

 

Apoios

Filarmónica União Sardoalense

Moradores do concelho de Sardoal
Bombeiros Municipais
Guarda Nacional Republicana
Juntas de Freguesia de Alcaravela, Sardoal, Santiago de Montalegre e Valhascos
LTE – Electricidade de Lisboa e Vale do Tejo

Agrupamento de Escolas
GETAS – Centro Cultural
Instituições Diversas

 

 

 

 

 

 

comer ficar entreteni ca da terra